Sem-teto tentam invadir prédio no Ipiranga e planejam protestos em SP
sexta-feira, 20 de maio de 2011Cerca de 800 famílias de sem teto ligadas a movimentos que reivindicam moradia popular ocupam três imóveis na capital paulista, após três invasões e uma tentativa, ocorridas entre o final da noite de quarta-feira (18) e o início da madrugada desta quinta-feira (19).
São 600 famílias em um prédio, segundo os sem-teto, abandonado há mais de dez anos e pertencente ao governo federal, na rua São Joaquim, região do bairro da Liberdade. Mesmo com dois soldados do Exército fazendo a segurança do local, os sem-teto entraram e ocuparam o interior do prédio.
Outras 400 famílias invadiram um prédio, de 13 andares, na altura do número 125 da rua Conselheiro Crispiniano, também no centro. O prédio, segundo as famílias, foi adquirido pela Secretaria do Patrimônio da União para moradia popular há um ano e meio e, até o momento, não teve suas obras de reforma iniciadas. Minutos após a invasão, guardas civis metropolitanos foram até o local e retiraram as famílias, segundo elas, com violência.
Outra ocupação ocorre em um terreno e um galpão, ambos vazios e localizados na altura do nº 1.099 da avenida Rangel Pestana, no Brás. Segundo os integrantes do movimento, os imóveis pertencem ao INSS e já estariam comprometidos há mais de 12 anos com um projeto de construção de moradias populares.
Por volta das 23h45 desta quarta-feira, pelo menos cem famílias tentaram invadir um prédio particular, vigiado por seguranças particulares, na altura do nº 85 da rua Professor Romeu Pellegrini, na Vila Santa Eulália, região do bairro Ipiranga, na zona sul de SP. O movimento reivindica a desapropriação do imóvel. Parte destas famílias que não conseguiram entrar no prédio foi para a frente do imóvel na Conselheiro Crispiniano.
A União Nacional por Moradia Popular pretende realizar nesta quinta-feira pelo menos 23 manifestações em 12 Estados. Em nota, o movimento afirma que luta por uma reforma urbana e por uma autogestão nas políticas públicas e que uma “tragédia urbana abate as cidades, com milhões de famílias vivendo em áreas de risco, em bairros sem infraestrutura e ameaçadas de despejo”.
Fonte: R7



PAU NELES ELES TEM QUE TRABALHAR IGUAL NÓIS TRABALHAMOS, EU COMPREI A CASA DO BNH, EM 15 ANOS E PAGUEI COM MUITO SOFRIMENTO AGORA ELES QUEREM DE GRAÇA. PORRADA NELES