Programação da Virada Cultural no Sesc Ipiranga tem atrações inspiradas na morte
sexta-feira, 26 de abril de 2013A Virada Cultural no Sesc Ipiranga está pra lá de sombria. O tema escolhido pela unidade é a morte, permeada por uma programação com shows, peças, cinema, oficinas, intervenções e brincadeiras. A proposta é mostrar como a cultura contemporânea responde ao fenômeno da morte por meio da programação, intitulada de Revirada Fatal #13.
Entre os destaques está a apresentação da peça “Valsa Nº 6?, monólogo escrito por Nelson Rodrigues, que conta a história de uma menina assassinada aos 15 anos de idade, que tenta desvendar o mistério de seu passado. Outra atração que promete entreter e amedrontar os visitantes é um Flash Mob inspirado em “Thriller”, de Michael Jackson.
A programação musical inclui show com Cida Moreira e João Leopoldo, que irão apresentar canções fatais, com composições de Vicente Celestino, além da festa Gótico-Silenciosa, liderada pelo DJ Uirá nas pick-ups.
Confira a programação completa:
TEATRO
Valsa Nº 6
Sábado, às 21h; Domingo, às 18h
De Nelson Rodrigues. Direção de Claudio Torres Gonzaga. Com Luisa Thiré. Único monólogo escrito por Nelson Rodrigues, estrelada em 1951 por Dulce Rodrigues, irmã do autor, cuja montagem foi aclamada pela crítica em sua estreia. Sonia é uma menina assassinada aos 15 anos de idade, que tenta desvendar o mistério de seu passado. Cenário: Sérgio Marimba. Figurino: Teca Fichinski. Iluminação: Luiz Paulo Nenen. Trilha sonora: Tomas Gonzaga. Direção de movimento: Kika Freire. Duração: 60 minutos. Teatro (200 lugares). Grátis com retirada de ingressos.
Drive-Thru Autores Contemporâneos
Sábado, das 19h30 às 21h30
A Cia. Teatro Enlatado apresenta novo cardápio especial de monólogos exclusivos, inspirados no universo da morte em muitos de seus sentidos. Participação na dramaturgia de Mario Bortolotto, Diones Camargo, Carolina Bianchi e Michele Ferreira. Com Maira De Grandi, Fernanda Mandagará e Mariana Mantovani. Entrada da unidade.
Drive-Thru Para Crianças
Domingo, das 14h às 16h.
Com a Cia. Teatro Enlatado. Será oferecido ao público infantil um menu com seis opções de monólogos de até 4 minutos. O repertório, diversificado, inclui trechos de textos, como “Os contos não contam”, “O homem que amava uma estrela”, “O homem que não queria saber mais nada” e “Peixinho”. Com Maira De Grandi, Fernanda Mandagará e Mariana Mantovani. Entrada da Unidade.
Teatro à La Carte
Domingo, das 17h às 18h
Com Núcleo de Pesquisa Teatral Santa Víscera. O grupo encena fragmentos de espetáculos de teatro e de clássicos da literatura inspirados no tema da morte. As cenas são oferecidas em um cardápio cênico composto por mais de 30 cenas, que variam de 3 a 8 minutos de duração, divididos numa apresentação de 60 minutos. Com Marco Antônio Barreto e Graciane Pires. Direção: Graciane Pires. Figurinos: Lara de Bittencourt. Diversos espaços da unidade.
MÚSICA
Cida Moreira e João Leopoldo Apresentam Canções Fatais
Sábado, às 18h
Unindo música e o teatro para expressar toda a dramaticidade e exageros do universo criativo de Vicente Celestino, os músicos João Leopoldo e Cida Moreira apresentam o espetáculo “Canções Fatais”, que revisita o repertório do cantor, considerado um dos maiores nomes da música no Brasil. Dois pianos e duas vozes se revezam no repertório e na carga de “fatalidade” das canções. Além de Celestino, a programação conta ainda com outras canções que fazem parte do cancioneiro brasileiro trágico, com compositores como Cartola e Raul Seixas. Vagas limitadas. Grátis com retirada de ingressos. Garagem.
Time Jazz Band
Domingo, às 13h
A banda embarca numa viagem musical pelo mundo do “Dixieland” – um subgênero do jazz criado em 1910, em Nova Orleans, e tocado tradicionamente nos bares e bordeis, nos desfiles de rua e nas marchas fúnebres. formada por Alexssandro Rodrigues (tuba), Carlos Martins (banjo), Fabiano Honorato (trompete), Giliard Santos (washboard), Osmar de Aguiar (trombone) e Wellington de Camargo (saxofone), a “Time Jazz Band” representa autores com grande versatilidade, possuindo um estilo inconfundível de tocar Jazz, com um swing próprio e despojado, sem perder a tradição. Suas apresentações são marcadas por muito humor e qualidade, resgatando o Jazz dos anos 20 e 30 com virtuosismo. Quintal.
Festa Gótico-Silenciosa, com DJ Uirá
Sábado, das 19h às 21h
Balada com fones de ouvido, na entrada lateral da Unidade [docas], com repertório de rock gótico, pós-punk e rock. O público poderá interagir com ‘convidados do além’ na pista de dança sob as águas-vivas mortíferas e imortais.100 lugares. Retirada de fone de ouvido mediante apresentação de documento com foto. Docas.
DANÇA
Flash Mob – Thriller
Sábado, às 23h30; Domingo, às 17h
Com o Grupo Woop’Z. A companhia faz uma reinterpretação coreográfica da música “Thriller”, de Michael Jackson, dentro do estilo street dance e convida as pessoas, por meio do Flash Mob, a passar por esta experiência “assustadoramente fúnebre”. Rua dos Patriotas.
Entre Eu e Você
Sábado, às 22h; Domingo, às 17h15
Com a Cia. Aberta de Dança. Performers: Andreia Guilhermina, Edson Fernandes, Joaquim Lino, Lina Gomez. Performer Convidado/trilha sonora ao vivo: Bruno Levorin. “Entre Eu e Você” é o estudo sobre a persistência em existir na precariedade ou em situações de desconforto. A intervenção-espetáculo dissolve as fronteiras das relações corporais e dos elementos físicos do espaço e do tempo: gravidade, arquitetura, intervalos, peso, etc. Para que tais elementos possam ser sensíveis e gerar movimento, os performers fazem uso da morte, da interrupção, do inanimado, da suspensão do estado vital, da morbidez e da inversão dos corpos como procedimentos para a criação de imagens no cotidiano, em vias públicas; lugares de habitações transitórias. O abandono e a falta de instinto revelam processos de esquecimento de funções essenciais para a organização da vida. Seres mortos, mortos vivos que não sabem, não sentem e pouco se importam. Quatro performers e um músico entram no espaço, que só se torna cênico quando os artistas, de alguma forma o ocupam e o deixam, sem aviso prévio. Duração: 45 min. Diversos espaços.
INTERVENÇÕES
Ainda Estão Vivos
Sábado, das 18h às 0h; Domingo, das 10h às 18h
De Paulo Waisberg. Na pilha de monitores obsoletos e em variados estágios de deterioração, alguns ainda funcionam. Eles foram conectados a um PC aberto, através de um divisor de imagens. Um looping com um olho piscando, acende os que ainda estão vivos por mais algumas horas. Todos os cabos estão expostos da maneira que foram ligados. No fundo, uma bateria de LEDs vermelhos recuperados de lanternas de automóveis ilumina o conjunto. Livre para todos os públicos. Área de Convivência. Grátis.
Desconcerto
Sábado, das 18h às 0h; Domingo, das 10h às 18h
De Aruan Mattos, Flavia Regaldo e Manuel Andrade. Desconcerto em torno de sons e engrenagens é entoado por agulhas que relatam centros em movimento. Através de discos gravados manualmente são gerados retratos ruídos. Energia mecânica, desconcerto sem sol, desconcerto em sombra maior, poesia asfáltica, discolixo, disconcerto. Analógico atual sobre digital anacrônico. Fim do tempo. Livre para todos os públicos. Hall de entrada. Grátis.
Quase Morte (Reloaded)
Sábado, das 19h às 22h (projeção) e das 20h30 às 21h15 (performance audiovisual)Com Studio Intro e Liquidus Ambiento. A partir dos relatos de pessoas que passaram pela experiência de quase morte, esta apresentação desvenda os lugares possíveis e impossíveis onde essas pessoas estiveram. Sons, espaços, sutilezas são a mola propulsora para uma apropriação e adaptação destes relatos. Lugares possíveis da quase morte. Livre para todos os públicos. Quintal. Grátis.
ARTE VISUAL
Festa da Santa Muerte
Sábado das 18h às 0h; Domingo, das 10h às 18h
Os habitantes do México da era pré-hispânica já manifestavam uma reverência à morte (e aos mortos), por meio de cultos específicos. Algumas dessas manifestações mantém-se nos dias de hoje, como o Dia dos Mortos ou Dia de Los Muertos, considerado como Patrimônio da Humanidade, tem um significado mais profundo do que o peculiar gosto pela morte: é uma celebração do povo mexicano ante sua identidade cultural e a memória herdada de seus antepassados. Permeada pela alegria, a festa parte da crença que nos dias 1 e 2 de novembro, os mortos regressam às suas casas para visitar seus familiares e desfrutar sua companhia. Há música, vigílias e oferendas e é comum que crianças pequenas também participem das homenagens. O evento sincrético traz elementos como o uso de esqueletos para lembrar aos vivos sua mortalidade. A figura de Santa Muerte faz parte dessas manifestações e é geralmente representada como uma figura esquelética vestida com um manto que carrega um ou mais objetos, normalmente uma gadanha e um globo.A instalação do artista e cenógrafo Jefferson Duarte traz referências da comemoração tradicional mexicana revisitada pela cultura pop contemporânea, distribuída em estações para visitação como as “Lápides famosas”, “Beber o morto”, “Espaço de Los muertos”, “Convidados do além” e “Altar Santa Muerte”. Quintal, Quiosque, Praça. Vermelha e Galpão.
Mar de Águas-Vivas
Sábado, das 18h às 23h; Domingo, das 10h às 18h
“Águas-vivas. Lindas, translúcidas, maravilhosas. Bailam com seus tentáculos, silenciosas, em mares misteriosos. Águas vivas, maliciosas, traiçoeiras. Atraem vidas ingênuas e inocentes para um inexorável destino: Fogo e Morte!” O poema traduz para o universo sensível a instalação concebida por Ruy Bento Vidal e Wagner Ambrosio que é composta por uma tela azul tensionada que representa o mar. Sobre a tela, sete infláveis suspensos e iluminados são adereçados como águas-vivas. Além de título e símbolo da obra literária existencialista homônima de Clarice Lispector, a água-viva, no campo da biologia, revoluciona os conceitos sobre a vida e a morte. Segundo pesquisas recentes, as águas-vivas não vivem mais que seis meses. No entanto, a espécie Turritopsis dohrnii é capaz de rejuvenescer indefinidamente ao renovar as próprias células ou seja, é essencialmente imortal. Essa espécie consegue evoluir ao contrário, como uma borboleta que retorna ao estágio de larva e assim, não morre de causas naturais apenas se for atacada por algum predador. Docas.
Monumento Mínimo
Sábado, das 20h30 às 21h30
De Nele Azevedo. Num instante preciso, e sob determinado ângulo e iluminação, os monumentos mínimos de Nele Azevedo podem aparecer como fantasmas, vultos translúcidos que o nosso olhar identifica, mas atravessa. No entanto, no momento imediatamente anterior, ou seguinte, ou naquele mesmo segundo, só que de outro ponto de vista, eles podem parecer figuras inteiramente brancas e opacas, subtraídas à concretude do fundo – anti-matéria resistente à porosidade do mundo. O Fragmento de texto de Guilherme Wisnik sobre as instalações da artista traduzem o impacto que as pequenas estatuetas de gelo provocam no espectador. As mudanças nas formas durante o lento derretimento conduzem a uma reflexão profunda e poética sobre a duração da vida, a identidade individual e nossa trajetória coletiva, como seres efêmeros, desejosos de imortalidade. Entrada da unidade.
OFICINAS
Efeitos Especiais em Maquiagem
Sábado, às 19h e 21h30; Domingo, às 13h e 15h.
Truques e dicas para a criação de efeitos e simulações de cortes e feridas. Aproveite a oficina para preparar sua caracterização para a Virada Cultural 2013. Coordenação: Nilce Watace Borges. 20 vagas por turma. Grátis com retirada de ingressos 1 hora antes. Menores de 7 anos acompanhados do responsável. Galpão.
Natureza Morta – Montando Vanitas
Sábado, das 19h às 21h.
Oficina que aborda o tema “Vanitas” , tipo de obra de arte simbólica associada com a pintura de natureza morta do norte da Europa e dos Países Baixos, nos séculos XVI e XVII, e que pode ser compreendida como uma alusão à insignificância da vida terrena e à efemeridade da vaidade, de forma interativa e lúdica. Serão disponibilizados objetos próprios da composição “Vanitas” e da natureza morta para que os participantes possam montar a própria cena, registrá-la e refletir sobre a história do gênero. Orientação técnicos do Sesc. Deck.
LITERATURA
A Morte na Alma de Fernando Pessoa
Sábado, das 19h30 às 20h15
Leitura dramática com o ator Antônio Abujamra, que traz um repertório de pequenos contos e poemas da literatura nacional e estrangeira, nos quais a morte tem papel protagonista na representação da dor, do amor, do medo e das desilusões que assolam a vida do ser humano. Comedoria.
Histórias Geladas de Terror e Amor
Sábado e domingo, às 16h
Contação de histórias com a Cia EmCenaSer. Baseado no livro “Mulheres que Correm com os Lobos” de Clarissa Pinkola, um casal de atores conta histórias, ora narrando, ora assumindo os personagens. Com uma estrutura simples, priorizando a palavra, são utilizados apenas alguns elementos cênicos – como um esqueleto pescado nas águas do Ártico ou pássaros que povoam a montanha japonesa. São símbolos fortes nas histórias e ao mesmo tempo nos dão a dimensão de medo da narrativa. Praça Vermelha (18/05) e Rua dos Patriotas (19/05)
RPG – Mundo das Trevas
A partir de histórias do Mundo das Trevas, a Devir Livraria coordena as aventuras do jogo de RPG, abreviação do termo Role Playing Game (jogo de interpretação de personagens). Trata-se de um tipo de jogo em que os jogadores assumem os papéis de personagens e criam narrativas colaborativamente. O progresso do jogo se dá de acordo com um sistema de regras predeterminado, dentro das quais os jogadores podem improvisar livremente. As escolhas dos jogadores determinam a direção que o jogo irá tomar. Coordenação da Devir Livraria. 18 vagas. Grátis com retirada de ingressos. A partir de 7 anos. Galpão.
AUDIOVISUAL
A Dança dos Vampiros
Sábado, às 20h30
País: EUA. Direção: Roman Polanski. Ano de produção: 1967. Duração: 108 min. Abronsius (Jack MacGowran) é um professor universitário especialista em vampiros que decide ir até a Transilvânia, no coração da Europa Central, acompanhado de seu fiel discípulo Alfred (Roman Polanski), que infelizmente é bem medroso. Abronsius tem como objetivo aprender sobre vampiros e combatê-los, se possível, mas os fatos tomam um rumo inesperado e vão de encontro aos objetivos do professor. Rua dos Patriotas / Entrada lateral da unidade. 150 lugares. Retirada de fone de ouvido mediante documento com foto.
Psicose
Sábado, às 22h
País: EUA. Direção: Alfred Hitchcock. Ano de produção: 1960. Duração: 107 min. Marion Crane é uma secretária (Janet Leigh) que rouba 40 mil dólares da imobiliária onde trabalha para se casar e começar uma nova vida. Durante a fuga à carro, ela enfrenta uma forte tempestade, erra o caminho e chega em um velho hotel. O estabelecimento é administrado por um sujeito atencioso chamado Norman Bates (Anthony Perkins), que nutre um forte respeito e temor por sua mãe. Marion decide passar a noite no local, sem saber o perigo que a cerca. Rua dos Patriotas/ Entrada lateral da unidade. 150 lugares. Retirada de fone de ouvido mediante apresentação de documento com foto.
INFANTIL
Fantasma Também Brinca
Domingo, às 15h
Com a Cia. Ateliê Teatro. Dois fantasmas estão perambulando pelo Sesc tristíssimos! Morreram tão rapidamente que nem conseguiram levar seus pertences embora! escova de dentes, livros, ursinho de pelúcia… Junto com as crianças fazem uma caça aos objetos. Aproveitam para discutir de forma lúdica o que acontece quando morre, se fantasma existe mesmo. Diversos espaços.
Vivo ou Morto – Brincadeira Para Pais e Filhos
Sábado, das 13h às 16h
Propostas de interação entre crianças e adultos a partir de brincadeiras que tem a morte como elemento principal. Pérgola.
Criaturas Sombrias
Domingo, das 13h às 16h.
A partir da criação de personagens, serão confeccionadas silhuetas de papel e vivenciada uma dinâmica na qual os participantes poderão aproximar-se da manipulação do teatro de sombras. Faixa etária: Livre para todos os públicos. Pérgola/Auditório.
Evento no bairro do Ipiranga
Virada Cultural
Data: 18 e 19 de maio de 2013
Horários: das 18h à 1h00 (sábado) e das 18h às 18h (domingo)
Local: Sesc Ipiranga
Endereço: Rua Bom Pastor, 822
Entrada: Livre
Telefone: (11) 3340-2000
Fonte: Catraca Livre
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